Estudantes impulsionam movimento de imóveis perto de faculdades nesta época

FacebookTwitterGoogle+LinkedInEmail

O começo do ano letivo é alta temporada para imobiliárias com atuação em bairros universitários, onde cresce, consideravelmente, a procura por apartamentos para moradia individual ou para transformá-los em república estudantil. Segundo Eurico Santos Neto, diretor da Coração Eucarístico Netimóveis, que desde 1999 atua no entorno da PUC Minas, a procura é maior para aluguel do que para compra. Os apartamentos de dois quartos são os mais procurados, seguidos pelos de um e três quartos. “E os picos são bem definidos: janeiro e fevereiro e depois em julho e agosto”, afirma.

Para poder conciliar a faculdade com um estágio, Rafaela Cordeiro, de 20 anos, aluna do terceiro período de geografia na PUC, mudou-se do Barreiro para o Bairro Minas Brasil no sábado passado. Agora, está a dois quarteirões da universidade. Por estudar à tarde, ela saía de casa às 11h30 para chegar às 13h, a tempo da aula. Mas a volta era um problema. Sem trânsito, gastava duas horas, e com engarrafamento o deslocamento chegava a durar três horas. “O que vou pagar de aluguel não é muito diferente do que gastava com passagens, porque dependia de duas conduções. O custo/benefício da troca foi bom”, conta.

No novo endereço, que divide com o irmão de 18, que também ficou mais perto da escola, ela terá mais qualidade de vida . “Vai ser ótimo ficar perto da faculdade. Além da facilidade do acesso, o comércio e a segurança aqui são melhores. Sem dúvida, a PUC é o elemento dinamizador dessa região. Terei mais qualidade de vida porque posso ir a pé para a universidade”, diz Rafaela, que optou pelo Minas Brasil pelo fato de o bairro ter aluguel com melhor valor.

De fato, segundo Eurico, um apartamento de dois quartos no Córeu (diminutivo de Coração Eucarístico) está entre R$ 1.100 e R$ 1.400, e o de três quartos entre R$ 1.300 e R$ 1.800. No entorno, Dom Cabral, Minas Brasil e João Pinheiro, paga-se um pouco menos.

Os valores dependem do acabamento, número de vagas, idade e infraestrutura oferecidos pelo prédio. Mas os imóveis procurados por estudantes têm perfis bem definidos. Segundo Leirson Cunha, vice-presidente da Netimóveis/BH e proprietário da Cia Mineira Netimóveis, eles devem estar a distâncias máximas que não inviabilizem o trajeto a pé, ou quando muito exijam um único transporte, desde que seja rápido e evite vias de fluxo intenso. “São, em sua grande maioria, apartamentos de dois a três quartos que oferecem algum tipo de praticidade , como armários, dois banheiros, e IPTU e condomínio ‘enxutos’”, comenta.

No caso específico de locação, também ajuda se já tiver eletrodomésticos como geladeira, fogão ou forno de micro-ondas, e mobílias básicas, como mesa, cadeiras e camas. “Na locação, isso gera uma maior liquidez para o dono do imóvel, além de aumentar a rentabilidade, já que tais praticidades demandam baixo investimento se comparadas ao valor do imóvel”, ressalta. Tanto na venda quanto na locação, quando os estudantes são amparados pelos pais, esses têm grande peso na escolha, pois estarão atentos, além de valores, a questões de segurança, vizinhança, proximidade do comércio, fluxo de pedestres e de veículos.

A busca maior é por aluguel. Mas quem pretende comprar um imóvel com finalidade de moradia estudantil precisa ter em mente qual será sua destinação depois do encerramento do curso.

Fonte: Lugar Certo