Lançamento de salas residenciais deve se manter em regiões residenciais

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O apelo das construtoras para os lançamentos de salas comerciais e corporativas em bairros com características residenciais é o de encurtar distâncias para o usuário desses espaços.

O objetivo é absorver, principalmente, profissionais liberais que buscam morar perto do trabalho e têm clientes na redondeza, e sedes de empresas, que podem beneficiar também seus funcionários.

Segundo Martim Gross, sócio da Trust Real Estate, que lançou um empreendimento corporativo em Perdizes (zona oeste), o público-alvo dos imóveis são “moradores do bairro que querem um escritório de alto padrão, compatível à região”.

O primeiro movimento do empresariado foi rumo ao centro de São Paulo, depois para a região da avenida Paulista e, na última década, se direcionou para a região da avenida Faria Lima. Mais recentemente, os bairros residenciais entraram na mira.

“Pacaembu, Higienópolis e Perdizes, por exemplo, ficaram distantes dos centros financeiros, embora já tenham infraestrutura. O que fez a demanda por projetos nesses locais aumentar”, diz Gross.

Em Perdizes, há concentração de instituições de ensino e restaurantes, além de estar próximo ao Pacaembu, Higienópolis, Sumaré e à marginal Tietê. A facilidade de acesso às marginais e ao aeroporto de Congonhas são atrativos da Vila Olímpia (zona oeste).

Já o bairro de Santa Cecília ganha projeção por fazer vizinhança ao centro da cidade, com lojas, linhas de metrô, bares e serviços.

“Na avenida Angélica, por exemplo, não tivemos construções com configurações grandes nos últimos anos. Por isso, é natural que se valorize e tenha velocidade de venda”, diz Azury Khafif, diretor de vendas da construtora CEVN, que construiu andares corporativos no bairro. “Os clientes buscam comodidade, o nosso desafio agora é a falta de terreno na região.”

A residencial Vila Mariana tem artérias importantes, na zona sul, como a avenida Domingos de Morais, além de comércio, metrô, instituições de ensino e hospitais.

Para Marcelo Dzik, diretor de incorporação da Even, o setor deve ter um ano com lançamentos pontuais, diferentemente do cenário dos últimos anos. “Estamos mais seletivos no desenvolvimento desses projetos [comerciais]. Nossa estratégia é focar em regiões com demanda comprovada.”

Khafif tem uma aposta: “Entre as regiões com potencial para projetos comerciais está a da avenida Marquês de São Vicente, na zona oeste”.

Fonte: Folha de São Paulo