Quero esse espaço para mim

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Diferentemente de outras capitais brasileiras, Fortaleza ainda oferece uma boa disponibilidade de terrenos para a construção civil, principalmente se comparada a mercados próximos como os de Recife e Salvador. Apesar da baixa oferta de terrenos em bairros nobres como Meireles, Aldeota e Cocó, a periferia vem se tornando cada vez mais atraente para os construtores, seja para empreendimentos residenciais ou comerciais. Mas há quem julgue que, em determinadas regiões da Capital, o preço do metro quadrado esteja sobrevalorizado.

Nos últimos anos, aumentou a procura por terrenos localizados em bairros da periferia e em municípios da Região Metropolitana de Fortaleza, como Eusébio e Caucaia, destaca o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis no Cerará (Creci-CE), Apollo Scherer. “A cidade se expandiu muito em termos de valores. Fortaleza tem uma abundância muito grande de terreno, pois não temos limitações de morros, rios e encostas como em outras cidades. Mas há escassez no Meireles e na Beira Mar”, diz.

Os bairros situados ao longo da avenida Washington Soares, como Guararapes, Água Fria e Luciano Cavalcante também contam com terrenos disponíveis, apesar do grande número de novos empreendimentos erguidos nos últimos anos. “O preço do metro quadrado nesses bairros aumentou extraordinariamente”, diz o tesoureiro do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), Armando Cavalcante, ex-presidente do Creci-CE. “O custo deu um salto nos últimos cinco anos. Dependo da localização, o preço do metro quadrado passou de cerca de R$ 250 para R$ 2,5 mil. E se o terreno for na Washington Soares, o preço pode chegar a R$ 4 mil o metro quadrado. A maior quantidade de terreno que nós temos hoje é na periferia, diz Cavalcante.

Segundo o presidente da Rede Imobiliária Cearense (RIC), Flávio Pinto, desde julho do ano passado, no entanto, o mercado vem desacelerando em Fortaleza, o que tem resultado em na estabilidade nos preços. Mas, diferente de outras praças, não há expectativa de queda de preços na Capital. “No Guararapes, por exemplo, hoje há muita oferta de imóveis, então (a valorização dos terrenos) parou um pouco”, ele diz. De acordo com Flávio Pinto, para que o empreendimento tenha um valor geral de vendas (VGV) satisfatório, os empreendedores buscam terrenos com no mínimo 2 mil metros quadrados.

O diretor executivo da Lopes Immobilis, Ricardo Bezerra, considera que na Beira Mar, em particular, o preço do metro quadrado “está acima do aceitável”, mesmo considerando a alta demanda e baixa oferta de espaços. Bezerra diz que no bairro Papicu, por exemplo, com a construção do shopping Rio Mar, os terrenos do entorno que antes valiam cerca de R$ 400, hoje custam até R$ 3 mil. Ele diz que o fenômeno já está se repetindo no bairro Presidente Kennedy, onde está sendo construído outro shopping. “O mercado ainda está aquecido, mas a expectativa é de equilíbrio nos preços, pelo menos até 2016”, ele diz.

A cidade se expandiu muito em termos de valores. Fortaleza tem uma abundância muito grande de terrenos, pois não temos limitações de morros, rios.

Fonte: O Povo